A história do vinho é tão antiga que se confunde com a própria história da civilização humana, e a sua origem data de tempos remotos onde os registros gráficos por meio da escrita, símbolos e desenhos ainda não eram utilizados.

Para se ter uma ideia do quão antigo é o vinho, no Antigo Testamento encontramos relatos de que Noé plantou o primeiro vinhedo do mundo, produziu, bebeu o primeiro vinho da história e embriagou-se (Gênesis, capítulo 9, versículos 20 a 24). [1]

Ao lado da história Cristã, há indícios de que as mais antigas vinhas datam de 7.000 a 5.000 a.C. e foram cultivadas na Geórgia, na região do Cáucaso (hoje situado na fronteira entre Europa e Ásia, tendo a Rússia ao Norte/Leste, o Azerbajão ao Leste/Sul, a Armênia e Turquia ao Sul, e o Mar Negro a Oeste):

Mapa da Geórgia

E acredita-se que os vinhos tenham surgido também nesse período e naquela região, apesar de as primeiras prensas e outros equipamentos vitivinícolas terem sido encontrados na Armênia em 4.000 a.C..

A par disso, os egípcios foram os primeiros a registrar em pinturas e documentos datados de 3000 a 1000 a.C. o processo de cultivo de vinhas e produção de vinho e o uso do vinho em celebrações, aparecendo, portanto, como os primeiros enólogos da história.

No ano de 2000 a.C. o vinho chegou à Grécia, e a partir de 1000 a.C. os gregos começam a plantar videiras em outras regiões da Europa.A rota do vinho na Europa nos primórdios dos tempos é bem retratada no mapa abaixo:
mapa da expansão do vinho pela Europa

Disso tudo, a única certeza que se tem é que as primeiras vinhas foram cultivas e os primeiros vinhos foram produzidos na Geórgia, na região do Cáucaso,  cerca de 7000 a 4000 anos a.C., e de lá as vinhas e o vinho se espalharam pelo restante do continente europeu.

Daí o conceito de vinhos do Velho Mundo, fazendo-se menção aos vinhos produzidos há milhares de anos nos países do continente europeu, a saber: França, Itália, Espanha, Portugal, Espanha, Áustria, Alemanha, Grécia, Hungria, Israel, Romênia, Eslováquia, Croácia, Chipre, Suíça, Inglaterra e Macedônia.

Somente a partir das grandes navegações é que o continente americano recebeu os vinhedos durante o período de colonização espanhola.

Isso mesmo: As primeiras mudas de vinhas foram trazidas às Antilhas no ano de 1493 por Cristóvão Colombo, e após a adaptação das vinhas às terras tropicais, estas foram exportadas para o México, os Estados Unidos e as colônias espanholas na América do Sul.

Vem daí, então, o conceito de vinhos do Novo Mundo, fazendo-se menção aos vinhos provenientes dos países dos continentes americano, africano, australiano e neozelandês.
Interessante, não?

[1] “Sendo Noé lavrador, passou a plantar uma vinha.Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda.
Cam, pai de Canaã, vendo a nudez do pai, fê-lo saber, fora, a seus dois irmãos.
Então, Sem e Jafé tomaram uma capa, puseram-na sobre os ombros e,  andando de costas, rostos desviados, cobriram a nudez do pai, sem que a vissem.
Despertando Noé do seu vinho, soube o que lhe fizera o filho mais moço.”
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