A nova, ainda pequena mas surpreendente Vinícola Guaspari, sedeada em Espírito Santo do Pinhal – SP, a 188km da Capital, com seus vinhedos plantados em diferentes terroirs ao longo de nada mais que 50 hectares, já desponta no cenário mundial como a produtora de um dos melhores vinhos da América do Sul, e que eu particularmente gosto bastante:

  • o vinho tinto VISTA DO CHÁ SYRAH 2012 ganhou Medalha de Ouro no concurso Decanter World Wine Awards 2016, promovido pela revista inglesa especializada Decanter; e 
  • o vinho tinto VISTA DA SERRA SYRAH 2012 ganhou Medalha de Prata na 9ª Edição da Competição Internacional Syrah du Monde 2015, organizado pela Associação Forum D’Enologiem na França; e ganhou Medalha de Bronze no Decanter World Wine Awards 2016.

Impressionante, não?

E o “Vale da Pedra” surge como o mais novo vinho tinto da Vínícola Guaspari, concebido para ser o “vinho de entrada” ou o “segundo vinho” da casa.

Degustando o Vale da Pedra no Lado de Espírito Santo do Pinhal, ao lado da Vinícola Guaspari.

De acordo com informações do produtor, o nome e o rótulo do Vale da Pedra remetem aos granitos existentes no solo onde estão plantadas as vinhas, fazendo menção às características geológicas da região, marcada por formações rochosas e terreno granítico, a uma altitude de 1.125 metros na Serra da Mantiqueira.

O ciclo de maturação e vindima das uvas é invertido: em vez de a colheita ocorrer na primavera/verão ocorre no outono/inverno, o que é possível com a dupla poda (uma primeira poda de formação imediatamente após a colheita e uma segunda poda, de produção). Essa inversão propicia às uvas um tempo maior de maturação e em condições climáticas ideais, quando os dias são mais secos e ensolarados e as noites, mais frescas, o que faz com que a qualidade das uvas seja bem melhor do que aquelas colhidas na estação mais quente e chuvosa.

Vinho de coloração rubi intensa, apresenta aromas de frutas vermelhas maduras com um toque discreto de chocolate, adquirido em razão do estágio de 6 a 8 meses do vinho em barricas de carvalho francês de segundo uso, de corpo médio, presença de muitos taninos de boa qualidade, e de final médio.

Não é o vinho que eu mais gosto da Guaspari, mas é um bom vinho nacional, é um bom Syrah, e eu enalteço sempre e o quanto posso os esforços dos produtores nacionais – e da Vinícola Guaspari em particular – de produzirem bom vinhos, de qualidade superior. 

Mas com uma produção tão pequena e primorosa, o preço desse vinho acaba parecendo caro se comparado com outros vinhos de qualidade similar produzidos em outras partes do mundo, evidentemente em maior escala e com um custo bem menor.

Então não comparem os preços. 

E se perguntarem se o Brasil faz bons vinhos, responda que sim, e que fazemos bons vinhos inclusive  no Estado de São Paulo 🙂

 

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