Vinho é poesia engarrafada!!!

 Tendo isso em mente, compartilho com vocês este lindo soneto:

SONETO DEL VINO

Jorge Luis Borges

 ¿En qué reino, en qué siglo, bajo qué silenciosa 

Conjunción de los astros, en qué secreto día 

Que el mármol no há salvado, surgió la valerosa 

Y singular ideia de inventar la alegria?

Com otoños de oro la inventaron. 

El vino fluye rojo a lo largo de las generaciones

Como el río del tiempo y en el arduo camino

Nos prodiga su música, su fuego y sus leones.

En la noche del júbilo o en la jornada adversa

Exalta la alegria o mitiga el espanto

Y el ditirambo nuevo que este día le canto

Otrora lo cantaron el árabe y el persa.

Vino, enseñame el arte de ver mi propia historia

Como si ésta ya fuera ceniza en la memória.

 

E em Português…

 

SONETO DO VINHO

Jorge Luis Borges

Em que reino, em que século, sob que silenciosa 

Conjunção dos astros, em que dia secreto

Que o mármore não salvou, surgiu a valorosa

E singular ideia de inventar a alegria?

Com outonos de ouro a inventaram. 

O vinho flui rubro ao longo das gerações

Como o rio do tempo e no árduo caminho

Nos invada sua música, seu fogo e seus leões.

Na noite do júbilo ou na jornada adversa

Exalta a alegria ou mitiga o espanto

E a exaltação nova que este dia lhe canto

Outrora a cantaram o árabe e o persa.

Vinho, ensina-me a arte de ver minha própria história 

 Como se esta já fora cinza na memória.

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