Uma das maiores dificuldades dos iniciantes no mundo do vinho é conhecer todos os termos e expressões e interpretar todas as informações que constam nos rótulos das garrafas de vinho.

Como saber o que estamos comprando sem precisar ser um expert no assunto?  Como acertar na hora de comprar um vinho ou de indicar uma compra para um amigo?

E essa missão não é mesmo nada simples, porque na maioria dos países do Velho Mundo, a exemplo principalmente da Itália e da França, nos vinhos de denominação de origem controlada não há indicação do tipo ou dos tipos de uva no rótulo, constando geralmente apenas o nome da região, sub-região ou até mesmo do Château ou Maison.

É o caso dos mais tradicionais vinhos italianos:

  • Amarone della Valpolicella ou simplesmente Amarone (blend das uvas autóctones Corvina ou Corvinone e Rondinella produzido na região de Valpolicella);
  • Barolo (varietal com a uva Nebbiolo produzido na região do Piemonte);
  • Chianti (blend com as uvas Sangiovese (de 75% a 100%), Canaiolo (até 10%) e uvas internacionais como Cabernet Sauvignon, Merlot ou Syrah (até 20%), vinho carinhosamente apelidado como o “Bordeaux italiano”, produzido na região de Chianti, Toscana);
  • o delicioso Brunello de Montalcino (varietal com a uva Brunello, nome dado à Sangiovese cultivada no local, produzido na região de Montalcino, Toscana).

amarone-collage

Fica ainda mais difícil de saber o que estamos comprando ou consumindo se os vinhos forem de mesa, Vino da Tavola para os italianos e Vin de Table para os franceses, porque aí no rótulo não pode haver nem indicação da uva, nem da região produtora, e nem mesmo da safra, pois isso afronta as regras e regulamentos de apelação ou denominação controlada!

Para facilitar essa jornada pelo mundo do vinho, segue uma listinha básica com os termos de designação de classificação e o significado de algumas expressões mais comuns, que aparecem em quase todos rótulos, e que poderão ajudá-lo nessa missão:

Termos de classificação dos vinhos italianos:

  • Vino da Tavola: vinho de mesa ou o “vinho da casa” italiano, o vinho popular e econômico, feito com uvas viníferas diversas, mas geralmente sem indicação de casta, de região ou de safra, Não há regras para a produção do Vino da Tavola, e todas as escolhas, da videira à garrafa, ficam a cargo do produtor/enólogo;
  • IGT Indicazione Geografica Tipica: em escala crescente de superioridade e qualidade, é o segundo de quatro classificações de vinho reconhecidas pelo governo da Itália, são rotulados com a localidade de sua criação (territórios mais amplos e abrangentes), mas não satisfazem os requisitos das DOC ou DOCG, designações mais rigorosas (e territorialmente menores). É considerado globalmente equivalente ao francês vin de pays;
  • DOC Denomianazione di Origene Controllata: é o terceiro de quatro classificações, uma etiqueta de garantia de qualidade, produção e procedência para os vinhos italianos. O sistema baseia-se no Francês Appellation d’Origine Contrôlée (AOC), e foi introduzido pelo governo italiano em 1963 e revisto em 1992 para dar cumprimento à legislação da União Europeia sobre as denominações geográficas de origem protegidas, que entrou em vigor naquele ano;
  • DOCG Denomianazione di Origene Controllata e Garantida: é a mais alta etiqueta de garantia dos vinhos italianos. A necessidade de uma identificação DOCG surgiu quando a designação DOC foi, na opinião de muitas indústrias de alimentos italianos, dado demasiado liberal para diferentes produtos. Uma nova identificação mais rígida e restritiva foi então criada, mas qualitativamente diferente. O Termo “garantida” significa que todos os produtos finais dessa apelação são testados por especialidades para garantia da qualidade.

 

barolos

Expressões comuns nos rótulos:

  • Amabile: Semi-doce;
  • Azienda: Produtor;
  • Bianco: Branco;
  • Chiaretto: Rosé;
  • Classico: produzido na área mais antiga e tradicional da região;
  • Dolce: Doce;
  • Fattoria: Propriedade;
  • Novello: Vinhos muito jovens, colocados à venda logo após a fermentação, e que devem ser consumidos em até 3 meses;
  • Passito: Feito com uvas passificadas (uvas passas), que passaram por uma processo de passificação (desidratação);
  • Riserva: Vinho que passou por um processo maior de envelhecimento;
  • Rosso: Tinto;
  • Superiore: indica um teor alcoólico ligeiramente maior do que o normal, geralmente de 0,5° a 1,0°;
  • Tenuta: Propriedade;
  • Outras informações: nome da uva; nome do vinhedo, nome da  sub-região de produção, se houver denominação de origem.
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