Comprar vinhos nacionais ou estrangeiros no Brasil, ainda que diretamente de uma importadora, é absurdamente caro!

Os vinhos nacionais de qualidade aceitável não saem hoje por menos de R$ 70,00 em média. E pagamos aqui pelo menos dez vezes mais pelos vinhos importados de boa qualidade, em relação aos preços praticados nos estados Unidos da América e na Europa.

A realidade é diferente (e bem menos salgada) nos outros países, a exemplo do que acontece na Europa, nos países que são grandes produtores e consumidores (França, Itália, Espanha, Portugal e Alemanha), e até mesmo nos Estados Unidos da América, onde é possível adquirir vinhos econômicos que custam entre 3 a 5 Euros ou o equivalente em dólares (menos de vinte rais).

No Chile e na Argentina também é possível encontrar vinhos aceitáveis no Supermercado que custam o equivalente a menos de vinte reais na moeda local.

Mas isso não é possível aqui no Brasil, onde, lamentavelmente, os preços dos vinhos mais básicos feitos com uvas viníferas custam muito, mas muito mais caro.

Não bastasse isso, ao chegarmos nos bares e restaurantes nos deparamos com vinhos que chegam a custar 5, 6, 7 e até 10 vezes mais o valor do produto na importadora, nas lojas especializadas ou até mesmo no supermercado.

Por conta desse disparate, vem crescendo o número de clientes que preferem comprar os seus próprios vinhos diretamente da importadora ou da loja de sua escolha, e levá-los de casa aos bares e restaurantes para degustá-los lá, no estabelecimento, acompanhando o prato ou o aperitivo que desejar.

E essa é, na verdade, uma tendência mundial, e que virou moda na Europa a partir do início dos anos 2000 com a popularização da prática do BYOB (Bring Your Own Bottle), sigla criada nos Estados Unidos da América e que significa “Traga Sua Própria Bebida” em Português.

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Por lá, os bares e restaurantes permitem e até incentivam cada vez mais que os seus clientes tragam suas próprias bebidas de casa cobrando uma pequena taxa pelo serviço, e que aqui no Brasil se chama “Taxa de Rolha”.

O assunto é bastante controverso, pois para servir ao cliente o vinho que ele trouxe de casa o estabelecimento disponibiliza seus garçons, maitrês ou sommeliers, além de disponibilizar o uso de suas taças, guardanapos, decânteres e até balde de água com gelo para servir os vinhos espumantes, brancos e rosés na temperatura ideal.

Se levarmos tudo isso em consideração, a cobrança da “Taxa de Rolha” não é indevida, não.

O problema é ter de pagar caro, muito caro, por isso.

E eu, particularmente, interpreto os valores altos da “Taxa de Rolha” como uma mensagem muito clara do estabelecimento de que O MEU VINHO NÃO É BEM VINDO ALI!

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O que fazer então?

Como escapar dos preços exorbitantes das garrafas de vinhos nos restaurantes?

E como escapar das caras “Taxa de Rolha” cobradas por alguns estabelecimentos, e que querem desincentivá-lo a levar seu próprio vinho de casa?

Bem, por meio de alguns clubes de vinhos como o SOCIEDADE DA MESA, e de algumas escolas de formação de Sommeliers a exemplo da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SOMMELIERS – SP, é possível obter isenção total do pagamento da “Taxa de Rolha” em uma série de bares e restaurantes espalhados pela cidade, e eu dou preferência absoluta a esses estabelecimentos.

Também lanço mão do aplicativo nacional “TAXA DE ROLHA” para celulares e tablets, pelo qual é possível encontrar, de acordo com a sua localização, bares e restaurantes que cobram e que não cobram a “Taxa de Rolha”, e saber os valores que estão sendo cobrados por cada qual, a fim de ajudá-lo na escolha:

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Use e abuse desse aplicativo e leve seus vinhos aos bares e restaurantes que escolher, sabendo e concordando, de antemão, se vai pagar a “Taxa de Rolha”, e o quanto vai pagar por isso.

Contudo, sugiro antes seguir alguns protocolos básicos (ou regras de etiquetas) para esse tipo de situação:

  • sempre ligue no estabelecimento confirmando se há ou não há a cobrança da “Taxa de Rolha” para evitar surpresas desagradáveis;
  • confirme se há cobrança para dois ou mais vinhos ou somente para a primeira garrafa;
  • informe os vinhos que pretende levar para se certificar de que a casa não possui aquele mesmo vinho em sua Carta (o estabelecimento pode se negar a deixar você consumir o vinho que levou de casa se tiver o mesmo vinho à venda no local);
  • reserve uma mesa, leve os seus vinhos, seja e sinta-se muito bem-vindo.
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